Rocinha volta a ter tiroteio na madrugada deste sábado; 5 são presos com fuzis

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Um novo tiroteio foi ouvido na Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro, na madrugada deste sábado (23), após uma noite aparentemente tranquila e depois de o ministro da Defesa, Raul Jungmann, dizer que a favela estava “pacificada”.

No começo da manhã de hoje, a Polícia Militar informou a apreensão pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) de cinco fuzis após criminosos em um táxi entrarem em confronto com os policiais.

Por volta das 4h30, homens armados tentaram romper bloqueio do cerco estabelecido pelas Forças Armadas na comunidade, nas proximidades da rua General Olímpio Mourão Filho. O Exército prendeu cinco suspeitos que estavam no veículo, um Renault Symbol, e apreendeu um fuzil AK47 e quatro carregadores.

Às 5h30, já não havia mais relatos de confronto, embora a tensão permanecesse, com policiais fazendo policiamento na entrada da favela. A autoestrada Lagoa-Barra e o túnel Zuzu Angel, nos dois sentidos, chegaram a ser interditados preventivamente, mas já foram liberados.

Mais cedo, por volta das 2h30, troca de tiros também foi registrada em outra comunidade, a Dona Marta, em Botafogo, na mesma região da cidade. Segundo a rádio CBN, policiais foram recebidos a tiros ao se aproximarem de um baile funk. O tiroteio no local teria durado cerca de 30 minutos.

Militares das Forças Armadas e blindados entraram nesta sexta-feira (22) nos principais acessos da Rocinha para reforçar a segurança na comunidade e apoiar a ação da Polícia Militar. Ao todo, 950 militares, além de blindados, foram deslocados para a região.

A comunidade vive hoje o sexto dia de operação policial após sofrer tentativa de invasão por traficantes rivais, no domingo (17). Nesta sexta, a Rocinha voltou a ter confrontos e ataques a policiais, o que fechou a autoestrada Lagoa-Barra e levou pânico a moradores. Ao menos uma pessoa foi baleada na comunidade.

Após o início da disputa entre os bandos dos traficantes Nem e Rogério 157, a Rocinha tem registrado tiroteios com operações policiais diárias desde a última segunda-feira (18).

A violência atingiu nesta sexta não apenas a Rocinha, mas outras seis favelas do Rio de Janeiro. Ao menos 27 mil estudantes ficaram sem aula.

“HAVIA UMA ESTABILIDADE NA ROCINHA”, DIZ SECRETÁRIO DE SEGURANÇA

Fonte: UOL

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