Polícia investiga enterro clandestino de idosa e suspeita de saque indevido de pensão

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A Polícia Civil de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, deflagrou, na tarde desta terça-feira, 19 de dezembro, a Operação Morte Oculta. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um cemitério da cidade, os policiais do Setor de Investigação Criminal (SIC) encontraram um corpo enterrado de forma clandestina.

Segundo o delegado Rodrigo Mayer, o cadáver seria de uma senhora e a suspeita é que familiares teriam matado e enterrado a mulher para ficar com a pensão federal que ela recebia, acima de R$ 20 mil. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) para identificação.

As investigações começaram a partir de uma denúncia. De acordo com o delegado, as informações são de que a mulher estava doente e que os familiares não teriam cuidado dela, de forma a acelerar a morte. A polícia chegou a ir à residência da mulher, mas ninguém foi encontrado. A assistência social da prefeitura também esteve na casa, mas os parentes informaram que a idosa estava morando em outro estado.

— Ela morava em Santo Amaro, mas a família estava escondendo, enrolando, diziam que ela estava em outro estado, então começamos a desconfiar e instauramos um inquérito policial.

As buscas ao corpo aconteceram em um cemitério localizado numa zona rural da cidade. Perto das 17h30min, os policiais abriram uma sepultura, que pela indicação continha apenas duas pessoas enterradas, mas um terceiro corpo foi achado enrolado em um lençol. O Instituto Geral de Perícias (IGP) deve fazer a identificação do corpo e o laudo está previsto para os próximos dias.

— Se for o corpo desta senhora, vamos intensificar a investigação para descobrir a causa da morte, verificar a hipótese do homicídio, seja por ato comissivo ou por omissão — diz o delegado.

A previsão é que o inquérito seja concluído até o final de janeiro e, se for comprovado os crimes, os suspeitos poderão ser indiciados por homicídio e ocultação de cadáver. O delegado Mayer também vai encaminhar o caso à Polícia Federal para investigação de possível saque de pensão de forma irregular.

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE

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