Na Câmara de Blumenau, Reitora da FURB faz gesto político e simbólico

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Foto: CMB

A reitora Márcia Cristina Sardá Espíndola ocupou a tribuna livre da sessão da Câmara Municipal, para falar dos primeiros 100 dias à frente da FURB.

Não precisava, mas ganha pontos políticos com o Legislativo, que até o ano passado, na gestão de João Natel como Reitor, descia o sarrafo na Universidade. E mostra transparência, na exposição dos números e dos desafios.

Registrou os trabalhos realizados pela universidade voltados à comunidade blumenauense.

Apontou que atualmente a FURB possui 9.131 estudantes. Citou a quantidade de bolsas dentro da universidade – 726 bolsas do artigo nº170, 250 bolsas de pós-graduação, 381 bolsas de extensão e 231 bolsas de pesquisa de graduação.

Falou que o contingenciamento de verba anunciado pelo governo federal teve impacto nulo. “Tivemos a redução de três bolsas, isso porque elas não estavam nominadas. Eram bolsas que estavam em transição de alunos que concluíram o curso para novos alunos”, esclareceu.

Registou que entre os desafios está a busca do equilíbrio financeiro, diversificar as fontes de receitas, expandir a relação externa, melhorar o clima organizacional e atualizar os processos pedagógicos.

Disse que recebeu a universidade com uma receita de R$ 188,8 milhões, despesas de R$ 199,6 milhões e com pouco mais de R$ 55,1 milhões de dívida ativa. “Fizemos uma redução das contas no valor de 25% do que foi orçado. Também implantamos uma central de recuperação de créditos. Com isso devemos conseguir recuperar cerca de R$ 3 milhões”, assegurou.

Afirmou que antes de pensar em reajuste salarial, sua prioridade é pagar o salário dos servidores em dia. Lembrou que a FURB nunca recebeu emenda parlamentar e que a instituição está em contato com representantes estaduais e federais na intenção de conseguir recursos.

Anunciou que a partir de agora todo curso deverá desenvolver algum tipo de ação voltada à população. “A intenção é aproximar os acadêmicos e integrá-los com a comunidade”, reforçou. Demonstrou ainda o interesse em aproximar os cursos de pós-graduação a empresas e entidades públicas da região. “Sendo uma universidade pública, as prefeituras conseguem fazer convênios conosco”, lembrou, citando entre os estudos a atualização dos níveis de enchente do Rio Itajaí-Açu.

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