Maninho não dá prazo para ter novo técnico e reafirma meta de ficar entre os dez

0

Presidente da Chapecoense faz discurso sobre ter “pés no chão” e não abre mão de objetivo de concluir Campeonato Brasileiro na parte de cima da tabela

A Chapecoense segue na busca de um treinador para livrar o time da zona de rebaixamento, mas não tem pressa para achar o substituto de Vinicius Eutrópio. O presidente do Verdão, Plinio David Nês Filho, negou que a equipe que trabalha na contratação do novo técnico tenha um prazo para chegar a um resultado e acredita que não irá acontecer nesta terça-feira.

– Não, não tenho ideia de definir hoje. Já tenho o grupo montado para o trabalho a seguir e esse grupo pode ficar até quem sabe mais dias do que o previsto. Estamos trabalhando com os pés no chão, para uma contratação que seja o ideal do que nós da Chape pensamos. Não, não tem prazo nenhum. Trabalhamos hoje com Emerson Cris e equipe – definiu.

Apesar do discurso de pés no chão e de a Chapecoense estar na zona de rebaixamento, o presidente reafirmou a meta de ficar entre os dez primeiros colocados no Brasileirão. Em agosto, antes da viagem para Barcelona, Maninho já havia dito que não abriria mão deste objetivo.

– Pode ser, reconheço isso (criação de expectativa). Disse que queria entre os dez primeiros e estamos lutando para chegar lá. Não desistimos ainda. Façamos um cálculo: quatro pontos nos separam do 11º, então não é nada impossível, vamos tentar chegar lá. Temos este objetivo. Se não der, ficar em 11º, 12º, já que todo mundo acha que o principal é não cair, vai estar sendo cumpriudo o objetivo que a torcida quer.

Após se pronunciar sobre a demissão do técnico e amigo Vinicius Eutrópio, o presidente conversou com a imprensa que estava presente na Arena Condá sobre a decisão de mandar embora o treinador. De maneira muito enérgica, Maninho definiu que na Chapecoense nada é definido de maneira individualizada. O presidente chegou a utilizar o termo democracia para se referir às tomadas de decisões do clube.

– As pessoas se esquecem rapidamente o que aconteceu na Chapecoense, muito rápido. As pessoas falam muitas coisas, inverdades, injustificativas que não trazem benefício à Chapecoense. A Chapecoense decide por consenso. Eu não tenho como presidente e nem quero ser ditatorial, existe uma democracia dentro da Chapecoense. Essa democracia é exercida. A decisão é da diretoria executiva, responsável pela administração da Chapecoense.

O presidente aproveitou a oportunidade para dar uma indireta à algumas críticas que recebeu na cidade por supostamente centralizar decisões no clube e ser intransigente.

– Tenho 44 anos no esporte de Chapecó e não seria agora como presidente da Chapecoense que iria ser ditatorial, prepotente. De jeito nenhum. Não faço isso, nunca farei e vou continuar sendo como sou – afirmou.

Sem treinador definido, a Chapecoense enfrenta o Flamengo, no jogo de ida da Copa Sul-Americana, sob comando do interino Emerson Cris. A bola rola na próxima quarta, às 19h15 (de Brasília), na Arena Condá.

Fonte: GLOBO ESPORTE

Share.

Comments are closed.

%d blogueiros gostam disto: