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A taxa básica da telefonia
Altair Carlos Pimpão |
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A justiça brasileira tem dificuldade para fazer justiça. Acontece que precisa julgar conforme nossas leis. Leis feitas pelos "nobres" deputados federais e ratificadas pelos "excelentíssimos" senadores. Os pais da pátria, movidos a mensalão e defensores intransigentes de seus próprios interesses e dos interesses de seus patrocinadores, são mestres em fazer leis que só criam encargos para o povo, nós os pagadores de impostos. Na privatização das teles, as tarifas foram indexadas e a taxa básica simplesmente explodiu. Passou de pouco mais de 2 reais para cerca de 40. A pergunta que não me sai da cabeça é a seguinte: Se o peso ficou nas nossas costas, precisava privatizar?
A privatização, no Governo FHC, é bom exemplo de como nossos interesses são defendidos. O Ministro Hélio Costa disse que nada pode fazer, mas que a Lei Geral das Comunicações pode regular a situação. O relator do projeto é Jader Barbalho, aquele que, como o ACM, não foi cassado, porque renunciou, para poder se candidatar de novo. Como a taxa básica rende 3 bilhões e 600 milhões mensalmente, para as teles, sem elas fazerem algo, os Marcos Valérios resolverão o problema para elas. Em outras palavras: vai sobrar para nós. A taxa básica da telefonia fixa permanecerá, tal qual a CPMF, a contribuição provisória que era para resolver o problema da saúde, que virou permanente e pela saúde nada.
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