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A Faema entregou ontem ao Ministério Público o relatório com as alterações no projeto do corte das árvores da avenida Beira-Rio. Elas deveriam ser cortadas para a continuação das obras de reurbanização da via. Mesmo assim, a Associação Catarinense de Preservação da Natureza, a Acaprena, não concorda com as alterações.
O relatório técnico foi elaborado pela Faema por determinação do Ministério Público que exigiu a suspensão do corte das árvores no início do mês passado. Cinco já foram cortadas antes da intervenção do Ministério. a Faema analisou as 74 árvores que ainda estão na margem do rio Itajaí-Açú que está sendo reurbanizada. Foram propostas algumas alterações nesse projeto.
O secretário de planejamento, Walfredo Balistieri afirmou que 22 árvores como Ipês e Flamboayans permanecerão no local. Mais 40 serão cortadas e depois substituídas, 22 novas árvores serão plantadas e 12 relocadas.
No projeto original todas as árvores seriam cortadas. mesmo assim, a Acaprena não concordou com as mudanças apresentadas pela prefeitura.
o presidente da Acaprena, Leocarlos Sieves, irá apresentar ao promotor alternativas para o projeto e que não precisaria do corte das árvores. Para Leocarlos há também um outro problema no projeto: a relocação das árvores. para o presidente, isso seria inviável.
Outra preocupação da Acaprena são as escadarias que dão acesso ao rio. Walfredo Balistieri garantiu que apenas uma delas será retirada para reurbanização da avenida. |